As influências da propaganda nas decisões de compra dos consumidores

As influências da propaganda nas decisões de compra dos consumidores

O consumismo nasceu junto com o capitalismo, ou seja, graças a este sistema econômico, surgiu, no final do século XIX, essa sociedade globalizada e consumista da qual fazemos parte.

Em nossa atual sociedade, o capitalismo é estimulado pelas grandes campanhas publicitárias veiculadas em todos os meios de comunicação (rádio, TV, jornais, revistas e internet).

Todos os indivíduos, sem sombra de dúvida, são estimulados pela publicidade envolvida em torno dos mais diversos produtos, mas existem dois posicionamentos diferentes diante de tanta oferta.

Há aquelas pessoas que compram compulsivamente, pois veem, nesse consumismo, a única fonte de prazer, tornando-se “felizes” quando vão às compras. Por outro lado, há o consumo positivo, realizado por pessoas que compram apenas o necessário. Estas, quando precisam fazer qualquer extravagância que fuja do orçamento, pesquisam os melhores preços e pensam muito antes de fechar a compra.

Os perfis dos consumidores são os mais variados possíveis e atingem todas as idades e classes sociais.

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Marplan apontou que 37% dos jovens fazem compras em shoppings, contra 33% dos adultos.

Esses índices podem ser explicados pelo fato de que essa geração possui um enorme poder de aquisição. Estudos apontam que, com o surgimento das novas tecnologias e das facilidades de compra, as gerações Y e Z movimentam cerca de 2,5 bilhões de dólares todos os anos.

Outra pesquisa feita pela Universidade de Campinas (Unicamp), com crianças de 8 a 14 anos de idade, de três regiões e com rendas familiares diferentes, revelou que esses adolescentes não estão preparados para lidar com questões financeiras. Dos entrevistados, 92% afirmaram que a mesada recebida dos pais é gasta quase toda de uma única vez.

A grande ferramenta de comunicação utilizada pelos grandes empresários são as propagandas produzidas pelas agências de publicidade, pois estas criam mecanismos de persuasão para atingir determinado grupo, ou seja, existe um esforço das empresas para direcionar a comunicação para um público-alvo. 

Segundo o publicitário e professor de publicidade e propaganda da Universidade de Taubaté (UNITAU) Josué Brazil, realizar propagandas para o público jovem é algo ainda muito genérico, porque os jovens se subdividem em várias categorias. Outra questão apontada pelo profissional é que a própria evolução econômica proporcionou o crescimento do mercado publicitário que não existia há 30 ou 20 anos.

“Hoje, temos uma gama de produtos e serviços à disposição de todos consumidores, muito maior do que tínhamos antigamente. Além do que, nós já temos uma sociedade mais voltada para o consumo do que tínhamos há alguns anos”, explicou Josué.

As campanhas publicitárias não vendem apenas um produto, mas um estilo de vida. O indivíduo é um ser influenciado pela mídia, pois quem dita as regras da moda e os melhores aparelhos tecnológicos são as campanhas publicitárias.

“As gerações Y e Z (jovens na faixa etária de 13 a 30 anos) movimentam cerca de 2,5 bilhões de dólares todos os anos”

Essa questão pode ser reforçada pelo psicólogo e professor da Universidade de Taubaté Paulo Henrique Sodré. Ele explica que toda propaganda desperta no indivíduo um desejo, ou seja, influência, diretamente, o comportamento das pessoas.

“Na realidade, todas as campanhas publicitárias buscam mexer com algo do indivíduo, despertando neles o desejo de comprar. Então, todas as campanhas têm um porquê e ela trabalha alguma questão no indivíduo”, explicou o psicólogo.

Para Sodré, o marketing trabalha nos indivíduos o estímulo daquilo que se deve ou não comprar. Desta forma, tornamo-nos uma sociedade de consumo, porque muitos procuram, nas compras, algo que as conforte e que as faça feliz. Esse sentimento momentâneo é transformado em culpa após alguns segundos, porque essa compulsão denominada ‘oneomania’ leva as pessoas a esquecer seus valores e sua situação financeira para manter esse vício de comprar sempre mais.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas que compram utensílios sem necessidade são consumistas, mas, a partir do momento que tal consumo começa a prejudicar sua relação com as pessoas e sua vida financeira, é bom começar a repensar seus conceitos sobre o que é ser um consumista consciente ou não.

Fonte: Internet

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